sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Bons ventos devem voltar para a suinocultura

O setor agropecuário está sofrendo com a crise financeira mundial. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Carne Suína, Pedro de Camargo Neto. Nesta semana as principais indústrias de carne de Santa Catarina anunciaram prejuízos milionários.
A Sadia, no terceiro trimestre, perdeu mais de R$ 700 milhões. A Perdigão registrou queda de R$ 25 milhões. Além das demais agroindústrias que estão tomando medidas preventivas, como a Aurora. A partir desta segunda-feira, 300 funcionários da unidade de Joaçaba, entrarão em férias coletivas, por pelo menos 30 dias.
Para Camargo Neto, os prejuízos são referentes à política financeira e não a redução das exportações. Mas de acordo com as empresas está sobrando carne no mercado. A expectativa da Abipecs é de que os números de carne suína exportados em outubro, não tenham reduzido significativamente. Mesmo com a crise, a tendência para 2009 é de que a suinocultura terá um bom ano.
Nesta semana, Camargo Neto, concedeu entrevista a Rádio Aliança e a ACCS.

Acompanhe a entrevista na integra. Acesse: http://www.accs.org.br/ - Link: "Programa de rádio"

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Quem pensa neles?

Após ter saído de uma crise, que durou mais de dois anos, a suinocultura catarinense volta a passar por apuros. Uma situação inexplicavel para o produtor. Todos sabemos ou deveriamos saber, que a suinocultura é a base da economia da região onde vivemos, por isso devemos apoiar e incentivar esta cultura. Mas, para quem não sabe, vou explicar.

De que forma a suinocultura interfere para nós, sociedade? Para responder a pergunta, começo divulgando uma informação, em Concórdia, há 15 mil agricultores, destes cerca de 50% é produtor de suínos, os outros trabalham com avicultura, ovinocultura, bovinocultura, fruticultura e aquicultura. Em Santa Catarina, segundo dados da ACCS - Associação Catarinense de Criadores de Suínos - há 12 mil suinocultores.

A suinocultura é a atividade predominante no estado há pelo menos 70 anos. Inicou com pequenas produções, em propriedades que cultivavam várias culturas ao mesmo tempo. Após alguns anos, com a instalação de empresas produtoras de industrializados, como a Sadia, em toda a região, a cultura ganhou força e muitos interessados.

Hoje, as propriedades são grandes, mas ainda dependem de monopólios para se manter. Um exemplo claro disso, é o manipulação que as agroíndustrias fazem com os produtores de suínos, conhecidos como produtores integrados. Normalmente, quem vende um produto, oferece um preço a ser pago. Na suinocultura este processo funciona ao contrário, quem estipula o preço base e a data dos pagamentos são as empresas integradoras. Infelizmente estas empresas não pensam no produtor como um investidor, mas sim como um instrumento de manejo.

Nestes últimos dias, o preço pago pelas agroindústrias ao produtor de suínos, reduziu em 12%. O valor médio, passou de R$ 2,70 para R$ 2,35 por quilo de suíno. Para o suinocultor, a redução causa prejuízos, extresse e medo. Prejuízo, pois quando se compara o custo de produção com o faturamento, às vezes não sobra dinheiro. O extresse aumenta, porque o produtor precisa aumentar a sua produtividade para tentar compensar a perda, além de passar medo, pois ele não esquece, que a sua família vive disso.

Quem lembra deles? As entidades, as agroindustrias, a imprensa ou o governo? Pelas tentativas, apenas as entidades apoiadoras lembram dos produtores nestas situações. As outras não. As agroindustrias, existem para intermediar a negociação e lucrar com isso. A imprensa, nossos colegas de profissão, querem notícia, o mais importante é noticiar a queda, fazendo com que os produtores desacreditem na atividade. E o governo? Nunca vi, nem mesmo a Secretaria de Estado da Agricultura, "mecher os pauzinhos" para que a situação se reverta.

O que está faltando? Quando o produtor terá facilidade em permanecer na atividade? Daqui a quanto tempo ele terá tranquilidade no seu trabalho? Será que ele receberá por estar ajudando a sociedade?

Após analisar este cenário, percebo que apenas um ser tem o poder de oferecer um retorno, Deus.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Seqüestrador mantinha o controle de dentro e fora do apartamento

Por quase 100 horas o seqüestrador, que manteve em cárcere privado a adolescente Eloá Pimentel, assistiu o seqüestro na televisão. Repórteres estavam em todos os lugares transmitindo informações ao vivo, durante 24 horas por dia. Todos os movimentos dos negociadores e da Policia Militar de São Paulo estavam sendo filmados, para piorar a situação o seqüestrador, Lindemberg Alves estava vendo tudo de dentro do apartamento.
Lindemberg, assassino de Eloá, teve por mais de quatro dias o controle da situação. Ele sabia que estava comandando o caso. A televisão, segundo dados da polícia, permaneceu ligada durante a maioria do tempo no apartamento da família Pimentel, e foi este objeto, que transformou o seqüestro de Eloá em tragédia.
O trabalho da mídia precisa ser revisto, assim como o trabalho da polícia brasileira. Hoje, após o desfecho do caso, é perturbador pensar que Eloá poderia estar salva e viva. Fotos, imagens e fatos demonstram que a adolescente esperou por quase 100 horas, uma ajuda, apenas um momento de auxilio. Se a vida da menina estava nas mãos de Lindemberg ou da polícia, ninguém deve julgar, o que devemos pensar, é que ela passou horas de angustia e medo. Enquanto Eloá estava lá, a imprensa trabalhou, insistiu e conseguiu produzir um final trágico para a história.
A mídia teve grande influência na morte de Eloá. O seqüestrador perdeu o limite do amor que sentia pela jovem e a consciência dos próprios atos. Os veículos de comunicação o assustaram, o mundo todo estava atento aos passos de Lindemberg, e como ele mesmo declarou ao negociador, durante o último contato, o seqüestro estava prestes a terminar, pois não haveria como se arrepender.E neste final de história, a mesma mídia que assustou Lindemberg, culpa os policiais de não terem agido antes. Este é mais um caso que termina assim, sem explicação e sem culpados.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Crianças de hoje

A infância está cada vez mais distante das crianças. As crianças de hoje brincam de bonecas ou carrinhos? As brincadeiras, que despertam o sentimento destes pequenos seres, estão presentes no dia-a-dia delas? Afinal, a infância de hoje é a mesma vivida por nossos pais ou avós?

Certamente tudo e todos passam por um processo de evolução, mas há detalhes e costumes que devem ser seguidos pelas gerações. De acordo com a coordenadora pedagógica Patrícia Baggio, as crianças amadurecem cada vez mais cedo e a infância é automaticamente esquecida. Segundo ela é de natureza da criança evoluir, mas para que este processo aconteça de forma natural, os pais e os professores precisam promover atividades que coloquem em prática o "brincar".

Esta ação está relacionado as brincadeiras e jogos tradicionais, como pique-esconde, pega-pega, jogos de bola e muitos outros que foram praticados pelos pais e avós destas crianças. Infelizmente, ao falar em educar, nenhum pai gosta de receber orientações de professores ou pessoas que não convivem diretamente nas famílias, por isso, muitas crianças de hoje não conhecem as brincadeiras mais interessantes que existem.

Estas crianças, meninas e meninos, aprendem apenas brincar com as modernidades oferecidas. O comércio, por exemplo, espera neste Dia das Crianças (12/10) um incremento de 6,5% nas vendas de eletroeletrônicos, ou seja, itens como computadores, playstation, video-game, celulares, cameras digitais e aperelhos musicais. Não pense, que os comerciantes esperam vender bolas, carrinhos e bonecas. Até podem comercializar brinquendos que são as manias do momento, mas apenas isso.

Aconselharia os pais que inventissem em novidades, porém também deveriam mostrar a estas crianças, como é bom brincar, quebrar brinquedos brincando e fazer tudo isso ao lado de outras crianças. Afinal, as crianças de hoje estão muito ocupadas, passam grande parte do tempo nas escolas, nos cursos extraclasse, nas aulinhas especiais.

A informação irá chegar, uma hora ou outra a todas as crianças, ninguem precisa antecipar este momento e esquecer de praticar a infância de suas crianças.

Lembrem-se elas estão criando uma personalidade.

Feliz Dia das Crianças.