terça-feira, 18 de novembro de 2008

Agricultores pedem mais! Mas estão no seu direito.

Centenas de pessoas participaram da audiência pública promovida pela Assembléia Legislativa de Santa Catarina, na noite de ontem (17/11), no auditório da UnC Concórdia. O local estava lotado de produtores rurais de todo o Alto Uruguai CAtarinense. A iniciativa é inédita no Brasil. Hoje, todos os estados brasileiros seguem o mesmo código ambiental, com as mesmas regras, apesar de todos os lugares serem diferentes. O Objetivo do novo Código Ambiental para Santa Catarina é reduzir os impactos da lei ambiental para o produtor rural.

Santa Catarina é o estado com o maior número de rios, córregos e sangas. De acordo com o engenheiro agrônomo, Felipe Penter, a agricultura de SC é formada por pequenas propriedades. "De que maneira os pequenos produtores irão se manter, se a propriedade é pequena, e a cada sanga é preciso preservar 30 metros".

O atual código ambiental brasileiro exige que a cada córrego, rio ou sanga, o produtor preserve os 30 metros da mata ciliar. O Código Ambiental Santa Catarina é claro. Se o rio tiver 5 metros de largura, 5 metros deverão ser preservados. Se o rio tiver 10 metros de largura, 10 metros deverão ser preservados, e assim consecutivamente. Nas sangas a regra é a mesma, preserva-se o mesmo que a largura total. De acordo com o presidente da Comissão de Política Rural e Agricultura, Moacir Sopelsa, a lei é justa. "O código foi todo reformulado, será um beneficio para os produtores rurais".

Os produtores rurais, que abriram mão do seu tempo para participar da reinvindicação da Assembléia Legislativa, puderam se inscrever e opinar sobre o projeto de lei. Muitos deles, são a favor do código, desde que a mudança os beneficie realmente.

A agricultora, Terezinha Conti, confirma a informação. "A minha propriedade possui 12 hectares, e um córrego de oito metros de largura, preservando os 30 metros de mata ciliar, ficamos praticamente sem propriedade, sou a favor do código, desde que o projeto nos ajude a permanecer na atividade", explica ela.

O produtor de grãos e aves Ladi Conte, de Irani, também é a favor do novo código ambiental, mas acredita que o produtor deveria ser reembolsado por preservar a natureza. "Estamos produzindo menos, em um terra que é nossa, seria o papel do governo nos pagar por isso. Mas sou a favor do código, desde que haja a alteração na preservação das margens dos rios, córregos ou sangas", diz ele.

O agricultor Alécio Bezi, de Paial, mudaria novamente o código para o estado, ele acredita que deveria existir uma lei para cada propriedade. "Para propriedades grandes o novo código é perfeito, já para proriedades pequenas, as novas exigências continuam inviabilizando a atividade", opina.

Durante a audiência, o representantes dos agricultores familiares, coordenador do Sintraf, Alaci Wamms, defendeu os produtores rurais e pediu aos deputados presentes que revejam o código e passem a reembolsar os produtores, a cada hectare de preservação.

Um comentário:

Guilherme Floriani disse...

Olá Karine, apareci aqui por acaso, mas acho oportuno ressaltar, que depois das enchentes talvez exista uma ruptura no discurso em defesa do liberou geral ambiental. Escrevi alguma coisa no meu blog. inté